Volume travado, pool degradado, snapshot que não existia para aquela pasta, arquivos cifrados. Aqui está o caminho de volta em cada cenário — e onde a proteção do próprio DSM termina.
Confundir os dois estados é o que transforma um susto em perda. Antes de clicar em qualquer botão de reparo do DSM, entenda em qual dos dois você está.
Um disco falhou, o RAID continua servindo. Não desligue e não troque discos no chute. Confirme qual disco falhou no Storage Manager, copie o que for crítico para fora antes de iniciar a reconstrução — é durante o rebuild que um segundo disco costuma cair.
Volume marcado como travado ou o sistema de arquivos com erro. Não rode verificação de sistema de arquivos por conta própria, não recrie o pool e não aceite formatar. Ferramenta de reparo escreve no disco — e escrita errada em metadados costuma ser o ponto sem volta.
Cada pasta compartilhada pode ter a pasta oculta #recycle. E, em volumes Btrfs, o Snapshot Replication pode ter um ponto anterior ao incidente. São os caminhos mais rápidos — quando existem e quando o volume ainda monta.
Se o NAS está exposto na internet, feche o acesso agora: encaminhamento de portas, QuickConnect e contas padrão. Boa parte dos incidentes que chegam até nós entrou por aí, e não por falha do equipamento.
Com o NAS protegido pelo SERVER BACKUP, o agente roda no próprio DSM e a cópia mora fora do equipamento. É isso que dá saída quando o problema é o NAS em si.
Devolve pastas compartilhadas inteiras ou apenas o que faltou, para o NAS original ou para outro destino — sem depender do estado do volume, porque a cópia não está nele.
Arquivo sobrescrito, planilha corrompida, projeto salvo por cima. Com versionamento, você escolhe a data e recupera o estado daquele dia, sem mexer no resto da pasta.
Em caso de ransomware, a pergunta certa é quando a infecção começou. Com retenção configurada você volta para antes disso — e com storage imutável contratado, a cópia não pôde ser cifrada nem apagada.
NAS perdido, furtado ou em manutenção: os dados voltam para outro NAS ou para um servidor. O negócio não fica parado esperando peça de reposição.
O Synology tem uma das melhores implementações de snapshot do mercado — rápida, barata em espaço, com retenção configurável. Isso resolve muito bem erro humano e arquivo sobrescrito, e vale a pena ter ligado.
Mas o snapshot vive dentro do mesmo volume que ele protege. Se o pool travar, se o NAS for furtado ou queimar, os snapshots vão junto. Replicação para um segundo Synology ajuda — desde que o segundo esteja em outro prédio e não na mesma rede que foi invadida.
Sem servidor intermediário para manter: a proteção é instalada no DSM e envia direto para os nossos data centers.
O agente é instalado no próprio NAS Synology. Não precisa de um PC ligado 24 horas servindo de ponte — e o backup roda mesmo com o escritório fechado.
Não é espelho. Cada versão é preservada pelo tempo que a política definir — por isso um arquivo cifrado hoje não apaga a versão boa de ontem.
O destino não é outro volume do mesmo NAS: é data center Tier-III no Brasil, replicado em dois estados. O que atinge o equipamento não alcança a cópia.
| Cenário no Synology | Caminho recomendado |
|---|---|
| Volume travado / sistema de arquivos com erro | Não rodar reparo por conta própria. Restaurar os dados para outro destino enquanto o volume é tratado com calma. |
| Pool degradado, disco falhou | Copiar o crítico para fora antes de iniciar o rebuild — o segundo disco costuma cair justamente durante a reconstrução. |
| Ransomware cifrou as pastas | Isolar o NAS da rede, identificar a data da infecção e restaurar um ponto anterior a partir da cópia externa. |
| Pasta apagada e sem snapshot naquela pasta | Checar o #recycle da pasta compartilhada. Não estando lá, restauração granular a partir da cópia. |
| NAS furtado, queimado ou alagado | Restauração em outro equipamento. É o cenário em que RAID, snapshot e replicação local não ajudam em nada. |
| Atualização do DSM deu problema | Restauração completa depois do equipamento recuperado — ou para outro destino, se a parada não puder esperar. |
O mesmo padrão de proteção da bringback, aplicado ao NAS Synology.
Dados cifrados em trânsito e em repouso. A chave é sua — só você acessa o conteúdo.
Com storage imutável (object lock / WORM) contratado, o dado não pode ser deletado, alterado ou criptografado.
Verificação periódica com correção: o dado é conferido para garantir que está 100% restaurável.
Elimina blocos repetidos e comprime — menos espaço, menos banda, mais retenção pelo mesmo custo.
Replicado em 2 data centers Tier-III em estados diferentes, de 3 que operamos no Brasil.
Políticas diária, semanal, mensal e anual, com versionamento — do jeito que a auditoria pede.
* A imutabilidade depende do tipo de storage contratado (armazenamento imutável / object lock / WORM). É uma característica da infraestrutura de armazenamento, definida na contratação.
Todo backup é monitorado 24/7 na Plataforma iCOM e passa por testes de recuperação (Restore Drill): periodicamente, os dados são restaurados em ambiente isolado, a integridade é validada e vira relatório. É esse relatório que você mostra quando o cliente — ou a auditoria — pergunta se o dado volta mesmo.
Não necessariamente. Volume travado significa que o DSM detectou inconsistência e bloqueou a montagem para evitar dano maior. O erro comum é sair rodando ferramenta de reparo: ela escreve no disco e pode inviabilizar uma recuperação posterior. O caminho seguro é preservar o estado e restaurar os dados de uma cópia enquanto o volume é tratado com calma.
Não. O snapshot é excelente contra erro humano e arquivo sobrescrito, e é barato em espaço — mas vive no mesmo volume. Se o pool travar, se o NAS for furtado ou queimar, ele vai junto.
Resolve falha de hardware, se o segundo estiver em outro local. Na mesma sala e na mesma rede, ele tende a ser alcançado pelo mesmo incêndio e pelo mesmo invasor — e, em vários casos, a réplica recebe o conteúdo já cifrado.
Verifique a pasta oculta #recycle dentro da pasta compartilhada, se a lixeira estava habilitada. Não estando lá, o caminho é restaurar a partir da cópia externa.
Antes de iniciar o rebuild, copie para fora o que for crítico. A reconstrução exige leitura intensa de todos os discos e é justamente o momento em que um segundo disco costuma falhar — especialmente se todos vieram do mesmo lote.
Não. O agente é instalado no próprio DSM e roda direto do NAS, no horário programado.
Tire o NAS da internet ou exponha só via VPN, revise QuickConnect e contas padrão, mantenha o DSM atualizado, ligue snapshot nas pastas críticas — e tenha uma cópia fora do prédio, com retenção. Os primeiros reduzem a chance; o último é o que garante a volta.
Se você é o técnico que apaga o incêndio quando o cliente liga desesperado, existe um jeito de essa ligação não acontecer mais — e de virar receita recorrente sua. Manda o cenário no WhatsApp: modelo do NAS, volume de dados e o que precisa proteger. A resposta vem em linguagem de técnico, sem ligação e sem roteiro comercial.